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Turismo PCD: importância da acessibilidade nas viagens

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pelo menos 45 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência, cerca de 24% da população do país.

Saiba mais sobre os diferentes tipos de PCDs:

• Mental: afeta as atividades linguísticas, cognitivas e perceptivas;

• Motor: deficiência ou dificuldade física e motora;

• Audição: perda total ou parcial da audição;

• Visão: baixa visão ou cegueira.

Mas, também precisamos incluir outros grupos nessa lista, como idosos, gestantes, crianças e obesos, por exemplo.

E apesar de ir e vir ser um direito comum a todos, essas pessoas ainda enfrentam alguns desafios ao viajar, seja de ônibus, avião ou outro meio de transporte.

Assim, a acessibilidade no turismo envolve práticas, estruturas e serviços que visam facilitar não apenas o transporte, mas todos os aspectos de uma viagem para esses grupos com diferentes necessidades.

Mas isso não é apenas uma questão de política pública. Restaurantes, bares, hotéis, shopping centers, espaço de eventos, centros culturais, livrarias, pontos turísticos e outros locais devem adequar seus serviços e produtos às diversas pessoas que passam por suas portas.

Acessibilidade em viagens e eventos corporativos
O problema da acessibilidade em viagens de negócios começa com o fato de que apesar da obrigatoriedade legal, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho ainda é pequena.

Dos 45 milhões que citamos anteriormente, apenas pouco mais de 400 mil estão empregados. Isso corresponde a menos de 1% do total de deficientes no Brasil.

Portanto, não é surpresa que esse tema não seja tratado com tanta prioridade pelas corporações.

Na sociedade em que vivemos hoje, não há mais espaço para condutas como essa. Grandes empresas e eventos estão sendo criticados pelos consumidores por essa falta de inclusão, colocando sua imagem em risco.

O Festival Lollapalooza 2022, por exemplo, recebeu inúmeras reclamações de capacitismo por falta de acessibilidade para PCDs.

Portanto, ao projetar um evento corporativo, é preciso pensar na inclusão dos participantes com deficiência, desde o percurso (viagens) até o evento em si.

Para isso pode-se adicionar piso tátil, rampas de acesso, equipamentos mecânicos, espaços e banheiros amplos e funcionais, sistemas de audiodescrição e sinalização adequada.

No entanto, medidas simples e imediatas podem ser tomadas para acolher alguns grupos e promover a inclusão no turismo corporativo. Isso inclui treinar funcionários e fornecer menus em Braille, por exemplo.

Também pode-se ativar a função closed caption na TV do evento, adicionar legendas aos vídeos apresentados e ainda contar com um intérprete de Libras para as palestras. Podem parecer medidas simples, mas possuem um impacto significativo!

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